Caros colegas, boa noite!
Eu gostaria de falar sobre dialogicidade e os cinco elementos
fundamentais para Paulo Freire. Para isso, gostaria de dividir com vocês uma
situação bastante interessante que ocorreu ontem, em uma de minhas turmas, no
encontro presencial.
Sou a tutora de uma turma de Pedagogia na disciplina de Educação
Infantil. No primeiro encontro presencial, como sempre faço, eu apresentei a
agenda do curso em detalhes, explicando cada uma das atividades e as formas de
avaliação. Seguimos com a disciplina e não havia percebido que houve uma falha
na comunicação muito grande em função de um diálogo pouco eficiente.
Em nosso encontro eu havia
falado sobre a formação de grupos para a construção de um trabalho de portfólio
e que esse grupo deveria ser o mesmo para o seminário da avaliação, que teria o
tema deveria ser um dos tópicos de aula e que os grupos escolheriam. Por conta
de uma falha na comunicação os grupos entenderam que o seminário seria com o
mesmo tema do portfólio. E aí tivemos um impasse muito grande exatamente no dia
do encontro.
Comecei a conversar com o
grupo para saber qual foi o seu aprendizado na disciplina. Perguntei também
qual seria o tema ideal para um seminário que pudesse ser preparado ainda
naquela manhã. Após alguma conversa, o grupo escolheu trabalhar com a Resolução
do CNE no. 05, de 2009, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para a
educação infantil. Cada grupo escolheu um dos incisos do Artigo 9º e prepararam
o material em grupo, no turno da manhã. No turno da tarde cada equipe
apresentou seu trabalho, e como o grupo é pequeno, foi possível um debate muito
bom em todos os grupos.
Partimos de um problema e
chegamos a solução através de um diálogo cercado de respeito e afeto de ambas
as partes. Eu já trabalhei com essa turma em outra disciplina e o resultado foi
muito bom, com um envolvimento de ambas as partes.
Partindo do que Paulo
Freire diz sobre o diálogo, é possível perceber como algo que iniciou-se como
um problema aparentemente sem solução, se transformou em uma tarde de intenso
aprendizado. Para ele, em seu livro Educação como prática da liberdade, o
diálogo nutre-se do amor, da humildade, da esperança, da fé e da confiança. Por
isso o diálogo comunica. E
quando os dois pólos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé
um no outro, se fazem críticos na busca de algo. Instala-se, então, uma relação
de simpatia entre ambos. Só aí há comunicação (FREIRE, 1996, p. 115). Além
disso, ele diz que dialogoa é não invadir, mas empenhar-se na efetiva
transformação da realidade. O nosso trabalho ontem só foi possível pois esses
elementos estavam presentes. Em primeiro lugar, o amor que tenho pelo meu
trabalho possibilitou que eu os ouvisse para tentar fazer o melhor possível.
Para isso é preciso humildade para reconhecer falhas e compreender que há sempre
novas formas de trabalhar para a educação. Eu conheço o grupo, sei que em sua
maioria são alunos dedicados e esforçados, que mereciam uma possibilidade de
diálogo efetivo, e esse diálogo foi crítico e construtivo, também fundamentais para
a nossa conquista.
Peço licença a vocês para postar aqui
as colocações dos alunos logo após o encontro. Retirei o nome dos alunos.
Conseguimos superar uma dificuldade
com muito respeito e a certeza de que sempre podemos fazer mais e melhor!
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii,
queridos e maravilhosos colegas!!!
Parabenizo todos pelo
desempenho obtido nas apresentações do seminário com a temática " Resolução
n° 5; de Dezembro de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil que preconizam no Art. 9° As práticas pedagógicas que compõem
a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as
interações e a brincadeira, garantindo experiências relacionados aos incisos I,
III, V, IX, X, XI.
Particularmente foi bem
melhor que a prova, pois cada um de nós expressou seu aprendizado de forma
clara, objetiva e dinâmica. Valeu!!!
Oi, Isabel e colegas bom dia!
Realmente colega através do
trabalho que apresentamos sobre a resoluçãon° 5; enfatizando o Art. 9o as práticas pedagógicas que compõem a
proposta curricular da Educação Infantil, em fim um excelente trabalho, pois,
mostramos o que aprendemos no decorrer desse semestre com essa importante
disciplina.
Parabéns colegas!
Olá, xxxx!
Concordo com você realmente os
trabalhos foram bons talvez se tivesse sido programado não teria dado o exito
que deu. Não digo que sejamos testados sempre, mais de vez enqando é bom pra
gente ter certeza que estamos mesmo pondo em pratica aquilo que recebemos nas
formações. Acredito que
valeu apena bem melhor do que uma prova que não prova nada. Ali cada um fez o
que sabia e poderia ter sido melhor somos capazes, provamos que não somos
incompetentes mesmo sem comunicação demos conta do recado.
Olá, pessoal!
Desculpem minha ausência, estava com
algumas falhas técnicas.
Gente fiquei encantada que a
proposta do Decreto N° 7.611, de 17 de novembro de 2011, Artigo 1°, que
estabelece para o portador de necessidades especiais as seguintes diretrizes:
I - garantia de um sistema
educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com base na
igualdade de oportunidades;
II - aprendizado ao longo de toda a vida;
III - não exclusão do sistema educacional geral sob alegação de deficiência;
IV - garantia de ensino fundamental gratuito e compulsório, asseguradas
adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais;
V - oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com
vistas a facilitar sua efetiva educação;
VI - adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que
maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de
inclusão plena;
VII - oferta de educação especial preferencialmente na rede regular de ensino;
e
VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições privadas
sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação
especial.
Se realmente tudo que foi posto aqui
acontecer, nosso país estará de parabéns. Sabemos que educação inclusiva é uma coisa
ainda nova e estamos nos adaptando com a idéia do aluno com necessidade
especial frequentando os espaços da escola regular. Como é dito na aula os
espaços estão sendo preparados, ainda não estamos prontos, mas nada impede de
nos aprontarmos, cabe os donos do poder tirar a proposta do papel e executá-la
com responsabilidade. Como realmente deve ser feito
Olá, xxxx!!!
Além desse
Decreto, que não se confirma em retrocesso à Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva do MEC brasileiro,
destaque-se que a dimensão inclusiva da educação especial foi amplamente
discutida durante a Conferência Nacional de Educação – CONAE/2010.
O Documento
Final dessa Conferência deliberou que a educação especial tem como objetivo
assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas turmas comuns do ensino
regular.
O mesmo
documento orienta os sistemas de ensino para garantir o acesso ao ensino comum,
a participação, a aprendizagem e a continuidade nos níveis mais elevados de
ensino; a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a
educação superior; a oferta do atendimento educacional especializado; a
formação de professores para o atendimento educacional especializado e aos
demais profissionais da educação, para a inclusão; a participação da família e
da comunidade; a acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos
mobiliários, nas comunicações e informações; e a articulação intersetorial na
implementação das políticas públicas.
Após o
Documento Final da Conferência Nacional de Educação foram realizadas muitas
discussões em nível nacional. Agora, depois de aprovado em 17 de
outubro desse anopelaComissão
de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a proposta do novo Plano
Nacional de Educação 2011-2020 (veja que estamos em 2012), atrasadamente
encontra-se em votação no Senado Federal.
Que com esse plano as nossas crianças sejam beneficiadas!
Inclusão: Um direito humano!!!