Breves palavras sobre a dialogicidade em EAD
Apesar de não ser fâ de Paulo Freire, reconheço que suas ideias, a exemplo da importancia da noção de dialogicidade em todo e qualquer processo
de ensino-aprendicizagem como condição sine qua non. E a
questão da dialogicidade na EaD é importantíssima, pois quebra o
paradigma de que Amor, Humildade, Fé, Esperança e Pensar Critico só
são possíveis no trabalho face-a-face.
Se nos é possível tais elementos no processo presencial, não poderia ser diferente no processo à distância, pois tais elementos são próprios do ser humano. E, no trabalho à distancia quem faz são pessoas. O que nos cabe perguntar é como esses elementos podem ser identificados nesse tipo de trabalho. E o texto sobre a dialogicidade de Paulo Freire vem pontuar condições identificadoras de tais elementos. Conforme transcrito abaixo, do texto de Priscila Barros David, José Aires de Castro Filho:
Afetividade (amor1): a mensagem contém elementos lingüísticos e/ou paralingüísticos (expressões não-lingüísticas que traduzem os sentimentos dos interlocutores. Ex.: emoticons) que representam um discurso baseado no respeito mútuo entre os interlocutores.
· Simetria discursiva (humildade): a mensagem reflete uma igualdade de papéis entre os participantes (alunos e tutor), ou seja, o discurso não possui conotação de superioridade ou de inferioridade.
· Valorização da autonomia (fé nos homens): as mensagens do tutor representam um incentivo à livre expressão dos alunos, estimulando suas contribuições com o ato educativo, propondo questões desafiadoras, solicitando explicações etc.
· Exercício da autonomia (esperança): a mensagem do aluno revela o interesse pelo aprofundamento dos conhecimentos, contendo elementos que atestam a sua postura proativa na busca de subsídios para enriquecer o debate.
· Reflexividade crítica (pensar crítico): o interlocutor demonstra fazer uma reflexão quanto ao seu próprio processo de aprendizagem e/ou sobre as produções dos demais participantes. A mensagem possui elementos argumentativos, contra argumentativos, questões, e a inclusão de elementos novos no debate.Essa questão e o texto da dialogicidade estão sendo de muita importância para quebrar certos paradigmas.
Se nos é possível tais elementos no processo presencial, não poderia ser diferente no processo à distância, pois tais elementos são próprios do ser humano. E, no trabalho à distancia quem faz são pessoas. O que nos cabe perguntar é como esses elementos podem ser identificados nesse tipo de trabalho. E o texto sobre a dialogicidade de Paulo Freire vem pontuar condições identificadoras de tais elementos. Conforme transcrito abaixo, do texto de Priscila Barros David, José Aires de Castro Filho:
Afetividade (amor1): a mensagem contém elementos lingüísticos e/ou paralingüísticos (expressões não-lingüísticas que traduzem os sentimentos dos interlocutores. Ex.: emoticons) que representam um discurso baseado no respeito mútuo entre os interlocutores.
· Simetria discursiva (humildade): a mensagem reflete uma igualdade de papéis entre os participantes (alunos e tutor), ou seja, o discurso não possui conotação de superioridade ou de inferioridade.
· Valorização da autonomia (fé nos homens): as mensagens do tutor representam um incentivo à livre expressão dos alunos, estimulando suas contribuições com o ato educativo, propondo questões desafiadoras, solicitando explicações etc.
· Exercício da autonomia (esperança): a mensagem do aluno revela o interesse pelo aprofundamento dos conhecimentos, contendo elementos que atestam a sua postura proativa na busca de subsídios para enriquecer o debate.
· Reflexividade crítica (pensar crítico): o interlocutor demonstra fazer uma reflexão quanto ao seu próprio processo de aprendizagem e/ou sobre as produções dos demais participantes. A mensagem possui elementos argumentativos, contra argumentativos, questões, e a inclusão de elementos novos no debate.Essa questão e o texto da dialogicidade estão sendo de muita importância para quebrar certos paradigmas.
Favianni da Silva
Olá FAvianni, tudo bem?
ResponderExcluirMuito bom o texto, especialmente o resumo do artigo que você colocou, sobre os elementos e seus significados. Eu concordo que se é possível usar os elementos no ensino presencial, é possível fazê-lo no ensino à distância...É preciso quebrar os paradigmas para mostrar que com boa vontade é possível mudarmos a educação brasileira...