Na sociedade atual, é um grande desafio a
convivência com pessoas de diferentes etnias, por permitir a aprendizagem de
novos hábitos, novas culturas, novos olhares em relação ao ser humano. Comparo,
ao ato de ler que é a forma de libertar-se da ignorância da mente. Paulo Freire
nos deixou muitos legados na forma de tratar o ato de aprender, de ensinar e de
transformar a realidade almejada em situações concretas trabalhadas na
coletividade. Freire relata que o comportamento das pessoas não é
predeterminado inatamente. As pessoas, quando agem no seu dia-a-dia, não se
repetem. São originais, diferentes. Assim, a aprendizagem se dá com a liberação
de interesses, da consciência de criação e recriação de ir adiante à busca de
novas descobertas que recai no ser humano. Nesse sentido, relato experiências
que vivenciei com estudantes com baixa auto-estima, por vir com sucessivas histórias
de reprovações no Ensino Médio, onde precisei rever e modificar a minha metodologia,
o modo de tratá-lo e envolvê-lo nas atividades. No intervalo me propunha a
ficar com o referido estudante, tirando as dúvidas, ou mesmo orientando na
resolução de atividades, “principalmente na leitura, onde apresentava grandes
dificuldades”. Confesso que foi difícil, mas, no final do semestre a confiança
adquirida já foi um grande salto e a melhora era notória por partes de outros
educadores do convívio em sala de aula. Freire diz: construir uma educação emancipadora
e inclusiva é instituir continuamente novas relações educativas numa sociedade
contraditória e excludente.
Que linda história Nilba!
ResponderExcluirCom certeza você fez muito bem às pessoas que, precisando de você a tiveram por inteiro, mesmo tendo que ir além do horário e insistir no crescimento das pessoas fazendo um esforço além do esperado.
Ser educador é exatamente ter essa preocupação. Como ensinado por Paulo Freire, de sua parte foi necessário além da ESPERANÇA, a VONTADE e sobretudo a AÇÃO. E assim você fez. Parabéns!
Abraço.