sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Elementos de dialogicidade: preparar-se para o caminho. 


Olá, pessoal maravilhoso!!!
 
Bem, falar de Paulo Freire não muito fácil, afinal, não li ainda nenhum escritor tão humilde e perseverante com a sociedade brasileira e a educação. Além disso, não tenho uma caminhada longa na pedagogia quanto nossas outras colegas aqui nesse curso...
Paulo Freire nos mostra que faz-se necessário preparar-se para atuação na educação, pois é assim que me sinto ao ler algum livro ou artido dele. Preciso me preparar porque, segundo Paulo, há elementos essenciais para constituir um diálogo no processo educacional. Elementos que concordo serem válidos e realmente essenciais para uma boa relação de comunicação, de ensino-aprendizagem.
Esses elementos: amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico, são na verdade uma forma de se pré-dispor a ouvir. Com esses elementos, o diálogo fui e produz frutos realmente bons para nós, pessoas que esperam o bem da sociedade.
Trazendo para EaD, percebo nossa relação tutor-aluno necessitando desses elementos em todos os momentos do processo de ensino, principalmente. Aqui, segundo Paulo, podemos ter amor, fé, humildade e esperança se sermos alheios, sem necessariamente sermos acríticos ou "bonzinhos", afinal, ele também fala no "pensar crítico" e isso é demasiado importante.
Trabalhar com formação de pessoas é exatamente isso: fé nos homens, humildade, esperança e amor. Não há receitas. Há grades curriculares, há ementas, há datas, prazos, certo, errado, mas não há a receita para SER. Cada um faz a sua participação ao vivo, sem ensaios, sabemos apenas por onde devemos percorrer, mas somos nós individualmente, que fazemos todo o caminho, e é aqui onde volto a falar da preparação: preparar-se para trilhar esse caminho dispostos a acolher o outro com hunildade, fé, amor e esperança, não deixando de lado nosso pensar crítico (da academia, por exemplo) para fazer nossas avaliações e percepções.
Ufa! Espero não ter ido muito longe!
Até mais, pessoal!

 

QUALIDADES NECESSÁRIAS PARA A PRÁXIS DIALÓGICA

Amor ao mundo e aos homens -  ato de criação e recriação;
Humildade - qualidade compatível com o diálogo;
- crença que fundamenta a criação e a recriação através da ação e reflexão;
Esperança - espera por algo por que se luta;
Confiança - acreditar na liberdade enquanto se luta;
Criticidade - perceber a realidade como conflituosa e inserida num contexto histórico e dinâmico.

(FREIRE, 1983, p.94-97)

Dialogicidade


Ao tratar dos elementos de dialogicidade de Paulo Freire percebo que estes ultrapassam os limites do que é pregado nas crenças religiosas que abordam o amor, a humildade e a fé como algo que vem de fora para dentro. Percebo tais elementos como algo que vai de dentro do ser para o outro ser de forma tão subjetiva que estimula no outro a vontade de ser mais, de querer mais, de dar mais, de compartilhar mais, de acreditar mais e de esperar mais.
Assim, o amor requer de quem ensina maior doação de tempo, de oportunidades para o desenvolvimento do educando, de buscar aprender mais para ajudar o educando. O amor tem a ver com a sintonia que temos com nossa área de atuação profissional. Assim, quanto mais amamos o que fazemos, mais doamos o que temos e o que poderemos ter (conhecimento).
A humildade tem a ver com o reconhecimento de nossos limites para aceitar e/ou mudar/consertar o que pode ser mudado/consertado. Como docentes somos referencia para nossos alunos e como seres humanos erramos. Esse peso e contrapeso, caracterizado com um dos elementos de dialogicidade, é um grande fator para nosso aprendizado e dos nossos alunos.
A fé nos homens também está pautada no diálogo educador e educando na medida em que se estabelecem relações de confiança, parceria, entendimento, compreensão.
A esperança, assim como os elementos já citados, é algo que se aprende com o tempo, com as pessoas, com os livros. Ela está relacionada com nossos planos e objetivos traçados ao longo da vida, do curso ou de uma disciplina. Não vivemos de forma saudável sem sonhos e objetivos.
Tão importante quanto os elementos já citados é “um pensar crítico”. É ter pé no chão ao olhar, falar, analisar, sentir e agir. Constantemente somos desafiados a tomar decisões as quais requerem de nós mais conhecimento e maior/melhor visão de mundo. Esta se amplia ao tempo que estudamos, trabalhamos e interagimos com os outros.
Nosso trabalho na EAD é permeado de ações que envolvem o diálogo com os alunos de forma direta e indireta (mensagens, fóruns, Chat, portifolio) propiciando o desenvolvimento dos elementos abordados porPaulo Freire. Creio que nosso problema maior, quanto a essa interação, esteja no fato de nossos alunos não serem muito assíduos, o que quebra um pouco a proposta da dialogicidade. Falo isso porque vejo com frequência alunos fazendo o mínimo de tudo que precisam fazer na disciplina, tipo: postando um comentário no fórum por obrigação, não buscando na ideia do colega algo que favoreça ou fortaleça seu entendimento sobre o assunto.
Percebo também que as dificuldades que enfrentamos na EAD não tem a ver com “um problema da virtualidade”, mas sim de compromisso de alunos e tutores, cultura de estudar sozinho,  de planejar, de ver possibilidades futuras a partir do curso ou disciplina.
O processo de ensino e aprendizagem é longo e a dialogicidade se apresenta como o melhor caminho para trilharmos na busca do que queremos encontrar.

Minhas Experiências em Tutoria

Olá Turma! Compartilhando com o grupo minhas primeiras experiências com EAD, inicio falando do 1º curso para formação de professores em EAD que fiz na modalidade semip esencial no IFETCE no ano 2000. Após este curso fiz vários outros relacionados ao uso das tecnologias na educação e apenas 3 em formação de tutores: 2 na UFC e 01 na UECE. Meu trabalho com tutoria na UFC começou em 2009 e atuo até hoje nas licenciaturas e bacharelado em Administração com foco em Gestão Pública.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


  
A importância do diálogo

"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa. Como aprender a discutir e a debater com uma educação que impõe?" (Paulo Freire) 

Na concepção de Paulo Freire, o diálogo está fundamentado numa relação horizontal de comunicação e interação social, através do qual os indivíduos compartilham suas experiências sob condições de acesso livre e participação. O diálogo nutre-se de amor, humildade, esperança, fé, confiança e pensar verdadeiro (práxis) para estabelecer relação de respeito mútuo entre os comunicadores. Ele retoma essas características do diálogo com novas formulações ao longo de muitos trabalhos, contextualizando-as. A receptividade da comunicação pode ser mais eficaz se os sujeitos participantes estiverem nutridos destes elementos constitutivos. Daí surge o conceito de diálogo enquanto ação para a prática da liberdade.
 
Como vimos, o diálogo é o melhor meio para se alcançar um resultado promissor, fazer crescer e amadurecer as relações. Pode-se dizer que a EAD aproxima-se da educação dialógica, uma vez que a participação dos alunos se configura como estratégias de compromisso e cooperação, alicerçada sobre os pressupostos de equidade de acesso, democratização do saber, planejamento e gestão compartilhada de todas as ações. Nesse sentido, aprender não é estar em atitude contemplativa, mas estar envolvido em todas as ações educativas através do diálogo, reflexão crítica, questionamentos, participação, sugestões e opiniões, de modo a contribuir com o fazer pedagógico, favorecendo mutuamente o aprendizado coletivo. 

Na opinião de Freire, não existe diálogo se não houver um profundo amor ao mundo e aos homens (2003, p. 80). Desse modo, falar em diálogo significa reconhecer os seus elementos constitutivos: ação, reflexão, fé, amor,  humildade e esperança entre os homens. Na EAD esses pressupostos são de fundamental importância, dentre as competências do tutor, ou seja, possuir um domínio teórico acerca da aprendizagem, educação e tecnologia, bem como desenvolver atitudes e procedimentos, que evidenciem sentimentos e condições permitindo que se doe mais pela paciência, cooperação, compreensão, responsabilidade, compromisso, esperança na capacidade do ser humano, como também, ética e respeito pelo outro. Essa deve ser a tônica dos que querem fazer Educação à Distância. 


         Uma definição bem atual sobre o que é educação,baseada nas reflexões de Paulo Freire



            Em sentido muito amplo,entende-se por educação a transmissão e o  aprendizado das "´tecnicas culturais",isto é,de uso,de produção e de comportamento mediante as quais os grupos sociais são capazes de satisfazer suas necessidades,trabalhando conjuntamente de forma ordenada e pacífica, de modo a proteger-se contra a hostilidade de ambiente e preservar sua existência como grupo.Como o conjunto dessas técnicas compõe o que chamamos de "cultura",temos que nenhuma sociedade humana pode sobreviver se a sua cultura não é transmitida de geração a geração.
             Educação é, portanto,  o processo pelo qual os grupos efetuam e garantem essa transmissão,realizando-se sempre em forma tensa,dada a dialética entre manutenção e transformação presente em toda vida social.
Fonte - http//www.radiozem.org/portalz/images/stories/noticias/Paulo_Freire.gif
    Após esta leitura fiquei a refletir sobre a minha pequena experiência em EAD quando nos EPs posso observar as pessoas de cidades diferentes de um mesmo Estado mas cada município com seus valores culturais, seus representantes artísticos seus representantes em discursos sociais, seus héróis,bandidos conceitos repassados de pais para filhos de avós para netos enfim,como Paulo Freire foi sábio e inspirado ao refletir sobre o peso cultural em uma comunidade!  Como tudo acaba sendo integrado ao processo educacional reflexivo e determinante para o sucesso nas comunidades escolares e na sociedade como um todo.A dialogicidade torna-se valor imprecindível,de geração em geração......
       Minha formação acadêmica é em Comunicação Social e  na área de Licenciatura, é em Música, que acaba envolvendo as muitas linguagens artísticas...esta reflexão de Paulo Freire é uma constatação do que nós,professores,precisamos rever como educadores.A dialogicidade,a  vida,a educação e a cultura (livresca ou não),são inseparáveis,indissociáveis.
       Resumimos,portanto os pilares para o sucesso do homem na vida em todos seus contextos inclusive no educacioanal,não dá prá separar vida de formação cultural...Amor,Humildade,Fé nos Homens,Esperança e um Pensar Crítico.... tão grandes qualidades para os seres humanos.....Desafio para nós termos pelo menos um pouquinho destas virtudes em nosso viver diário!

Abraços,
Analvari Braga
     

Pensar crítico: característica indispensável a educadores e educandos


Olá colegas,
Ponderando sobre o pensar crítico deparo-me com a realidade de que pouco nos foi ensinado a pensar; que neste sentido, seria refletir, ponderar, conjecturar - verbo que parece trazer em si a exigência de outra ação a partir dele. Mas, o que é mesmo pensar criticamente?
Pensar criticamente é decidir racionalmente no que acreditar ou não acreditar.
o   É usar nosso pensamento racional e ponderado (sensato) para obtermos melhores resultados nas atividades que desenvolvemos no mundo.
o   É saber julgar proposições, argumentos e opiniões e, através da investigação ativa obter justificações para nossas decisões e crenças.
o   É também uma das principais formas de obtenção de conhecimento, somente conhecimento científico objeto e criticamente sustentado pode ser aceitos universalmente pois as premissas desses conhecimentos podem ser testadas, verificadas e questionadas por qualquer um.
o   Ele serve para evitar que sejamos manipulados. Ele demanda suporte adequado às alegações e sabe identificar quando um argumento é falacioso = enganoso ou tendencioso = que envolve alguma intenção secreta.
Lendo as definições vejo também o pensar crítico como indispensável para educadores e educandos principalmente pela função social da escola, pelo papel de ajudador do indivíduo a tornar-se ator de sua própria vida. Neste sentido, trazendo para a nossa realidade em EAD, rememoro as palavras do texto estudado (Dialogicidade em práticas interativas da área de exatas): “É nas relações dialógicas que os indivíduos desenvolvem suas ideias, sua visão de mundo, contrapondo suas concepções”. Isso se vê muito claramente por ocasião de fóruns, chats e momentos outros em nossos AVAs.
Com esta postagem finalizamos nossas reflexões a respeito da série de princípios iluminados por Paulo Freire (cumprindo a atividade proposta à Turma 17). Ressalto que o assunto não se esgota aqui e tão pouco dissemos o que se tinha que dizer dado a riqueza e abrangência do tema.Mas por enquanto... é só.
Abraço a tod@s.