Olá Car@s Colegas
Domingo, dia de eleição,
faltas de opções e ao mesmo tempo um momento para organizar, ou melhor, (re)
reorganizar a agenda, os momentos e rever ações e atitudes. Uma verdadeira
catarse mental - espero que não se torne uma catástrofe mental. Pensando nisso,
tratei de monologar comigo mesmo (redundante!) acerca da construção da
autonomia em sala de aula convencional, bem como, em um AVA (Ambiente Virtual
de Aprendizagem).
No dicionário, encontrei
alguns significados interessantes para os termos autonomia e autônomo: 1)
Faculdade de se governar por suas próprias leis, dirigir-se por sua própria
vontade; 2) Qualidade ou estado de (autônomo) - adj. Que
se governa pelas suas próprias leis. Independente. Que professa as próprias
opiniões; 3) Liberdade moral ou intelectual. Podemos perceber que os termos
equivalem a certa independência em relação a algo ou alguma coisa. Ou seja, ao
fato de que você, no nosso caso o educando, é livre para se assumir como
responsável pela construção de sua própria aprendizagem. Assim, poderíamos
afirmar que a aprendizagem está centralizada no educando apenas? Evidente que
não. Pelo contrário, o professor possuirá maiores responsabilidades, haja vista
que atuará como facilitador do processo de construção do conhecimento.
Nicolaides e Fernandes
pontuam alguns itens que consideram importantes, quando se trata da autonomia e
que levam a sua construção;
· Aumento
significativo na quantidade de informação disponível, que determinou a
necessidade de desenvolvimento de novas habilidades (domínio de novas
ferramentas tecnológicas) e novas formas de buscar conhecimento (de forma autônoma);
· Crescimento do número de alunos com diferentes necessidades,
anseios e preferências que precisam preparar-se para um mercado de trabalho
cujas exigências incluem a capacidade de o profissional tomar suas próprias
decisões. Uma vez que as instituições de ensino, em geral, não tem condições de
satisfazer a essas peculiaridades (grande número de alunos em sala de aula,
falta de recursos, horário diferenciado de forma a atender o aluno, preferência
por um determinado estilo de aprendizagem etc.), o aprendizado autônomo parece
ser o mais adequado (NICOLAIDES;
FERNANDES, 2002, p. 76).
De
acordo com Nicolaides e Fernandes a autonomia surge na perspectiva de
satisfazer os anseios das novas relações sociais, pois o modelo educacional que
não considerava o aluno como sujeito de sua aprendizagem está ultrapassado e a
construção da autonomia nos alunos permitiria uma melhor adaptação dos mesmos
ao novo contexto global educacional (sociedade do conhecimento).
Porém, para que essa
autonomia seja construída de maneira eficiente, além das condições básicas
necessárias, se faz necessário, também, construir a conscientização dos
educandos na perspectiva de aproveitarem ao máximo sua autonomia educacional. Para
tanto, é importante que o mesmo crie uma agenda, um cronograma, para que o
mesmo possa delimitar datas, tempos de estudo, leituras e demais atividades
educativas, sem promover o “atropelamento” de quaisquer dessas etapas.
Ciente que cai em devaneios
dominicais encerro tais divagações com a citação de Flávia Vieira
essencialmente, autonomia é a capacidade – para o desprendimento,
reflexão crítica, tomada de decisões, e ação independente. Isto pressupõe, mas
também requer, que o aprendiz desenvolverá um tipo particular de psicologia relacionada
ao processo e conteúdo de sua aprendizagem. A capacidade para a autonomia será demonstrada
tanto pela maneira como o aprendiz aprende quanto pelo modo que ele/ela transfere
o que tem sido aprendido para outros contextos. (Vieira, 1996, p. 56).
Abraços e bom
domingo
NICOLAIDES,
Christine; FERNANDES, Vera. Crenças e
atitudes que marcam o desenvolvimento de autonomia no aprendizado de língua
estrangeira. São Paulo,. v. 23, n. 1,
p.75-99.
VIEIRA, Flávia. Pedagogia para
autonomia. Instituto
Goethe. 1996. p. 54-72

Domingo acho que não é um bom dia para escrever...sei lá ...rsrsrsrs a gente filosofa muito....!!!
ResponderExcluirBrincadeiras a parte, noto que hoje desde pequeninos as escolas( algumas) estão procurando trabalhar cada vez mais essa tão falada "autonomia", mas será que esse trabalho é continuado em casa !?! Sempre falo para minhas filhas "vc tem que arcar com as consequência dos seus atos " eu digo o que vc deve fazer se o fizer será o caminho certo a se tomar mais se vc resolver tomar outro rumo , então aguente o que venha a seguir" ...e olha essas tem 4 e 8 anos.
A educação passa por uma revolução, tecnológica, de paradigmas e condutas....tivemos que, aprender, adaptar e ensinar todas essas mudanças....quando vc começa da base é mais fácil...mais acessível....mas qdo já pegamos algo já acostumado, já formado ....é muito complicado , difícil mas não impossível.
falamos sempre em dar autonomia ao aluno...mas será que ele está preparado?
Acho que chega uma hora que vc tem que "ser o carrasco" " o chato"....mas olha passamos 3 disciplinas com a mesma turma falando em cumprir datas, ser organizado, seguir o cronograma....mas parece não surtir efeito....então chega o dia que vc dá uma data e nada....agora todos irão receber ZERO pela primeira vez em dado trabalho, prova, mas uma medida drástica dessas pode fazê -los para para pensar em tudo na vida tem um limite, que na vida profissional ninguém espera, temos que cumprir datas, metas....as vezes é preciso um choque de realidade para ver se eles, (educandos) " se ligam".