segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Re-significando a Educação
Os múltiplos
conhecimentos: saberes do aluno, saberes do professor; saberes
locais, saberes universais1
Re-significando a
Educação2
Na atual vivência da
educação brasileira podemos perceber de maneira clara a
transformação existente entre as diversas relações sociais. No
processo educacional tal transformação se configura de maneira bem
interessante quando nos reportamos à relação existente entre
professor e educando.
Desde a criação das
primeiras formas de educação, damos à educação um caráter de
sociabilidade, pois a mesma permite aos indivíduos a transmissão
dos conhecimentos, da cultura e das moralidades vigentes em uma
determinada sociedade. Assim ,a escola se configurava como espaço de
transmissão de saberes, onde o professor tinha como função
primordial ensinar, ou melhor, repassar os conteúdos da maneira mais
adequada que o professor considerasse.
No contexto atual, tal
prática não pode ser mais realizada. Isso se deve muito à chegada
das novas tecnologias que possibilitaram aos educandos um maior
acesso à informação, não representando, porém, um maior acesso
ao conhecimento, principalmente pelo fato dessas informações não
serem concebidas pelos educandos de maneira clara.
Portanto, na atual
realidade educacional torna-se inconcebível a postura de um
professor que se denomina o conhecedor das realidades vigentes, o
famoso: “professor sabe-tudo”, pois com a quantidade de
informações que os alunos possuem atualmente, por muitas vezes, os
conhecimentos dos professores se tornam limitados. Assim, como lidar
com essa nova realidade? De que forma poderemos utilizar essas
informações de maneira proveitosa? Para tentarmos responder tais
indagações se faz necessário compreendermos o caráter informativo
proporcionado pelas novas tecnologias e o seu acesso. De acordo com
Kessel (2008)
A informação não é
mais privilégio das instituições educativas e pode chegar aos
educandos em diferentes lugares e situações. O controle sobre a
informação e sobre os significados a que os alunos têm acesso não
será mais privilégio da escola, nem do professor. Não há mais o
controle sobre conteúdos e interpretações como houve no passado.
(KESSEL, p. 04, 2008)
Assim, como o professor
não possui mais, ou melhor dizendo, nunca teve o controle dessas
informações, muito menos, acerca das interpretações realizadas
pelos educandos, se faz necessário a construção de um novo olhar
sobre a educação que busque integrar tais informações às novas
determinações sociais e construir de maneira eficaz a aprendizagem.
Na perspectiva de
responder os questionamentos anteriores, é importante provocar nos
docentes uma mudança de postura ante essas mudanças, desenvolvendo
junto com os educandos uma nova estratégia que vislumbre a
manipulação das informações a partir do processo de pesquisa, do
confronto de informações, re-significando conteúdos, e,
consequentemente, contribuir para a construção do ensino e da
aprendizagem.
É nesse quadro que
atuamos e é nele que, como educadores, precisamos forjar caminhos,
lembrando que, se a aquisição de dados dependerá cada vez menos de
nós, por outro lado nos cabe enfrentar o desafio de ajudar o aluno a
interpretar dados, relacioná-los e contextualizá-los, a partir
tanto de parâmetros globais, como locais, num jogo incessante,
dinâmico, entre os saberes da ciência, da filosofia, da arte e os
saberes da experiência, os saberes formais e não-formais, os
saberes universais e os locais. (KESSEL, p. 08, 2008)
Desse modo, a partir
desse contexto é importante promovermos cada vez mais uma
contextualização dessas informações, que são bastante dinâmicas,
buscando transmitir aos alunos de maneira clara e efetiva novas
formas de apreender os conhecimentos. Resumindo: consiste em criar
nos educandos o senso crítico a fim de possibilitar aos mesmos o
trato da informação de forma correta, não se deixando levar pelas
falácias e falsas informações existentes, que por muitas vezes só
confundem ao invés de promoverem um conhecimento.
1
KESSEL, Zilda. Os múltiplos conhecimentos: saberes do aluno,
saberes do professor; saberes locais, saberes universais. Boletim
Salto para o Futuro, ano 18, n. 15, set. 2008. Disponível em:
<http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2008/aventura/index.htm>
Acesso em: 16 jun. 2009.
2Emanuel
Andrade Leite – cursista do curso de Elaboração de Projetos –
Tutora: Jaiane
Olá
Car@s leitor@s
Dialogando sobre a importância do projeto e suas características, elequei alguns pontos importantes...
- O projeto não necessariamente precisa ser interdisciplinar, a priori, porém é importante ressaltarmos que a interdisciplinaridade possibilita uma maior quantidade de informações, bem como, uma relação entre as várias disciplinas a fim de possibilitar uma determinada aprendizagem, tornando-se a posteriori uma atividade interdisciplinar;
- O projeto, não podendo ser confundido com atividade temática, pode focar uma área de conhecimento. O interessante é que tal área de conhecimento abrange uma infinidade de possibilidades, de disciplinas, de conteúdos e de informações, chegando sempre ao mesmo fim... A interdisciplinaridade;
- Acredito que uma das características principais de um projeto é o fato do mesmo se configurar como uma estratégia de ensino com uma definição mais formal. O trabalho com projeto vai além, despertando o interesse dos alunos. Projetos estimulam a curiosidade ativa e um nível mais elevado de raciocínio (Thomas, 1998). O trabalho com projeto é uma metodologia de ensino que envolve os alunos em investigações de problemas atrativos, que geram resultados originais.
Abs
domingo, 4 de novembro de 2012
Formação Continuada de Tutores
Aula 03: Atividades de Portfólio e Bate Papo
Paulo Freire
Concebe a educação como um ato de pensar crítico sobre a realidade dos homens.
Segundo David e Castro-Filho (2009):
“o diálogo freiriano possui cinco pressupostos que
norteiam a comunicação educador-educando: amor, humildade, fé nos
homens, esperança e, um pensar crítico.” (idem, 2009, p. 3).
Como esses pressupostos podem norteiar o trabaho do professor-tutor?
Abrindo Caminhos
Aprendi a caminhar cantando
como convém a mim e aos que vão comigo
(Thiago de Melo)
Lembro com bastante clareza como tudo começou.
Até poderia dizer que começou do jeito muito normal. (...)
As coisas mais comuns nem sempre são tão
banais como nós pensamos.
(Jostein Gaarder)
Diz o educador Paulo Freire que "(...) o que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos". Dessa forma, a intencionalidade e a clareza desse ideia, constituiram mais uma oportunidade de formação, acrescentando mais uma experiência em EAD quando participei da extensão universitária " Programa de Tutoria em Células de Educação Continuada para a Humanidades", realizada em Fortaleza, no período de outubro/2006 a janeiro/2007. Podemos dizer que essa Capacitação serviu para a gente"mergulhar"um pouco mais no sentido da EAD a partir de conceitos e reflexões.
No ano de 2009, fui aluna do Curso de Especialização em Gestão Escolar, promovido pelo Centro de Educação da Universidade Estadual do Ceará em parceria com a Secretaria da Educação Básica - SEDUC. As disciplinas cursadas, bem como O TCC contribuiram para o meu processo de formação e auto-formação enquanto professora e pesquisadora.
Além de participar permanentemente de cursos de formação continuada em EAD, venho desde 2003 assumindo trabalhos de tutoria: inicialmente no PROGESTÃO, em 2007 na UFC/Virtual em 2009 e a partir de 2010 na UECE/UAB e na UFC/UAB nas diciplinas de Fundamentos Filosóficos da Educação, Estrutura do Ensino Fundamental, Didática e Psicologia da Aprendizagem. Compreendemos que o intercâmbio de ideias, a troca de experiências pedagógicas, os fundamentos epistemológicos, a epistemologia da prática, possibilita maior conhecimento para nós e para a comunidade onde atuamos, sem esquecer de cantar e relacionar a música de Gonzaguinha com o momento que estamos vivenciando, um momento de alegria e "beleza de ser um eterno aprendiz".
Regina Lotffi
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Abrindo Caminhos
"Acredito que ninguém será o@
mesmo@ ao terminar ess@ caminhad@"
Primeiramente, ao relatar as minhas experiências em EAD, gostaria de abordar o assunto a partir de duas realidades: como aluna e como professora/tutora de educação à distância.
A realidade atual indica a necessidade de que os profissionais em educação possuam, além de sua formação em nível superior, uma familiarização contínua com as tecnologias de informação e comunicação, para que seja possível selecionar e garantir a utilização das tecnologias para a sustentação de suas práticas educacionais. Desta forma, o meu interesse pela EAD vem com a possibiidade que essa modalidade educativa alternativa oferece para a democratização do saber. Uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento. Portanto, uma alternativa pedagógica que se coloca hoje ao educador que tem uma prática fundamentada em uma racionalidade ética na direção da democracia da educação.
Minha primeira experiência veio em 2002 com o Curso de Capacitação de Tutores na Modalidade de Educação a Distância, promovido pela Universidade Federal do Paraná, num trabalho cooperativo e fortalecido numa parceria entre a Universidade Estadual de Santa Catarina e da Universidade Estadual do Ceará. É importante destacar que antes do estudo dos módulos do curso, alguns cuidados eram tomados para atingir o domínio pleno dos conteúdos abordados. Esse domínio exigia dos alunos a compreensão e o entendimento de como o curso foi construído, os significados, os princípios propostos aos estudantes de EAD, os objetivos do curso, a concepção pedagógica, a metodologia, as características e estrutura do curso, a fim de que o projeto de ensino se transforme em projeto de apendizagem.
No ano seguinte participei do Curso de Especialização em Tecnologia da Educação, promovida pela PUC-RJ em parceria com a SEDUC, momento em que tive a oportunidade de ampliar de forma significativa a minha formação continuada, permitindo perspectivas de qualificação profissional e a possibilidade de novas descobertas. Em seguida, participei como tutora do Curso de Gestão Escolar no pólo de Sobral com todos os diretores das escolas públicas dos municípios sob jurisdição da CREDE. É importante evidenciar partindo da reflexão de PRETI (1996) que "(...) uma opção às exigências sociais e pedagógicas, contando com o apoio dos avanços das novas tecnologias da informação e da comunicação".
Continuo o relato das minhas experiências em EAD, em outro momento. "O caminho percorrido é semelhante ao trabalho de um lavrador, que abre
caminho entre espinhos para fazer a sua vereda". Exige persistência mas
a satisfação de concluir o caminho e deixá-lo aberto para o amanhã e
para os próximos caminhantes, é gratificante. Obrigada!
Abraços,
ao iniciar
o relato das minhas experiências com EaD, gostaria de dividir
o assunto em duas partes. Minha experiência como aluna em EaD
e minha experiência como professora em EaD.
Meu interesse por EaD
vem de uma quase fascinação pelo conhecimento e pela possibilidade
de ampliação de horizontes que ele trás. Já
fui aluna de cursos a distância de outras modalidades de EaD que
não a mediada por computadores. Na década de 70 fiz diversos
cursos (geralmente ligados a arte e artesanato) por correspondência
e mesmo os mini-cursos publicados em revistas, a meu ver, podem ser
chamados de EaD.
ao iniciar
o relato das minhas experiências com EaD, gostaria de dividir
o assunto em duas partes. Minha experiência como aluna em EaD
e minha experiência como professora em EaD.
Meu interesse por EaD
vem de uma quase fascinação pelo conhecimento e pela possibilidade
de ampliação de horizontes que ele trás. Já
fui aluna de cursos a distância de outras modalidades de EaD que
não a mediada por computadores. Na década de 70 fiz diversos
cursos (geralmente ligados a arte e artesanato) por correspondência
e mesmo os mini-cursos publicados em revistas, a meu ver, podem ser
chamados de EaD.
ao iniciar
o relato das minhas experiências com EaD, gostaria de dividir
o assunto em duas partes. Minha experiência como aluna em EaD
e minha experiência como professora em EaD.
Meu interesse por EaD
vem de uma quase fascinação pelo conhecimento e pela possibilidade
de ampliação de horizontes que ele trás. Já
fui aluna de cursos a distância de outras modalidades de EaD que
não a mediada por computadores. Na década de 70 fiz diversos
cursos (geralmente ligados a arte e artesanato) por correspondência
e mesmo os mini-cursos publicados em revistas, a meu ver, podem ser
chamados de EaD.
Prezados(as),
Marcelo Chanel nos fala de 10 características necessárias ao aluno
virtual fundamentado no livro O Aluno Virtual. Dicas muito boas que podem ser apresentadas no início do curso onde é mostrado
o perfil do aluno que faz curso na modalidade EAD.
O aluno deve estar ciente de que:
1- Faz parte de uma comunidade virtual (em um ambiente
colaborativo);
2- Precisa de acesso a Internet (ferramentas - PC, lan house,
acesso do local de trabalho, etc);
3- O seu pensamento deve estar alinhado aos propósitos do curso -
Quais os seus reais objetivos?
4- Espírito colaborativo (buscar ler o que os seus colegas
postam, dialogar);
6- Escrever (disposição para escrever, capacidade de escrita);
7- Fórum (local dos diálogos, escrever suas ideias e colaborar com
as dos colegas, interagir);
8- Diálogo (dialogar para construir ideias);
9- Devolutivas (elogios e críticas construtivas e oportunas,
responder ao que for solicitado);
10- Autonomia (ritmo,escolhe seu tempo mas tem que ser presente).
Diante do exposto, concordamos que tais posturas reitera o direito do aluno que faz curso na modalidade de EAD, de participar conscientemente do espaço do saber, realizar suas leituras e debates críticos utilizando diversas linguagens durante o caminho a ser percorrido. Dessa forma colocam-se em evidência algumas questões básicas sobre a EAD que devem ser mencionadas, como esta: a possíbilidade de respostas às demandas de formação de qualidade, que possibilitam o acesso à cidadania como direito inalienável do homem.
Felicidades!
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