segunda-feira, 26 de novembro de 2012

  1. AS TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO Á DISTÂNCIA


As profundas transformações que vem ocorrendo em escala mundial, devido ao fenômeno da globalização e da aceleração tecnológica alteraram as concepções tradicionais relativa à educação em si, sendo considerada como educação permanente , oferecida qualquer que seja o grau de escolarização anterior , e tem como objetivo contínuo o desenvolvimento de capacidades e competências necessárias para enfrentar as transformações culturais, cientifícas e tecnológicas que repercutem inclusive no mercado de trabalho.

Essa tecnologia veio auxiliar neste desenvolvimento, principalmente em regiões que se sentem prejudicadas por não haverem faculdades ou cursos oferecidos tradicionalmente. A educação á distância precisa ser orientada, prioritariamente para o resgate da dívida social em matéria de educação, iluminando o debate sobre o papel do governo na democratização das oportunidades de escolarização da população jovem para a sua cidadania.

Assim as politícas  educacionais devem ser delineadas de modo a fortalecer esses orgãos, garantindo o funcionamento eficaz e o atendimento dessa população, promovendo também a inclusão econômica, politica, cultural e social como efetivação da justiça social.

Um ponto importante para obter esses objetivos, é a importância do tutor de educação á distância tem que ter a sensibilidade para trabalhar com a diversidade, estimulando, motivando e avaliando os progressos dos alunos dessa modalidade e ajudá-los a tomar consciência de como a aprendizagem se realiza. O saber desse tutor, que se expressa em linguagem tecnológica, é um prático cujo o saber é fundado ne reflexão antes, durante e depois da ação. Passa-se a entender o trabalho do professor "tutor" de um profissional responsável pela formação de cidadãos no contexto da modernidade


Silvana Moreira

Referência Bibliográfica;
FREITTER, Barbara , Escola , estado e sociedade: São paulo;fdart.1978

domingo, 18 de novembro de 2012

Uma ótima experiência como tutora...


Olá colegas, 

Compartilho com vocês uma experiência muito legal que tive nos últimos dias. Um aluno, que era meu orientando de tcc, me pediu algumas dicas para uma seleção de mestrado, publicação de artigos e pesquisas. Ontem recebi um e-mail dele me agradecendo pela orientação na monografia, pelas “puxadas de orelha” em relação a alguns pontos na monografia dele, por sugestões de pesquisas e leitura de artigos, enfim, pela orientação do TCC dele. Ele me agradeceu bastante porque fez uma prova de seleção para mestrado e conseguiu de forma bastante natural, escrever uma proposta de pesquisa e que a escrita dele fluiu muito bem. Ele conseguiu passar na prova e conseguiu elogios na proposta de pesquisa dele. Bem, me sinto muito lisonjeada e, claro, com sentimento de dever cumprido. Outros alunos me enviam e-mails falando sobre suas vidas, como estão e perguntando como estou. Percebo que além de orientar posso construir amizades como tutora.

Iniciei como tutora em 2011, como orientadora de TCC, o que não é nada fácil, pois os alunos estão na iminência de concluir o curso e desesperados por causa da monografia e ao mesmo tempo despreparados quanto à pesquisa científica. Sou tutora de Metodologia de Pesquisa, TCC e Seminários Temáticos, todos na área de Administração. Sou muito feliz com isso. Percebo que o meu trabalho é de grande valia para os alunos. Graças à Deus, até hoje, tive turmas maravilhosas que me faziam muito bem e me traziam poucos problemas.

Sentimentos na EaD...


O amor, a humildade, a fé nos homens, a esperança e o pensar crítico são elementos de suma importância não apenas em se tratando de EaD, mas em nossa caminhada como seres humanos. No âmbito da EaD posso identificar sim momentos em que percebi a emergência de cada um destes elementos.
O amor perpassa todo o trabalho do tutor e sim, o aluno, pois o amor àquilo que ele estuda tem que existir para que o mesmo alcance seus objetivos com êxito.
A humildade deve ser uma característica intrínseca aos envolvidos na EaD, tendo em vista que as discussões acontecem a todo momento e a humildade de saber que um comentário que contradiz o seu é interessante e pode ser levado em consideração. Um dia havia uma discussão interessante no fórum e um aluno disse algo que ia contra ao comentário de uma outra aluna. Então, com respeito e humildade ele confessou que o pensamento dela estava realmente mais avançado e ele até pediu umas dicas sobre o que ela falou. A discussão era sobre emergência do gerencialismo.
A fé nos homens e confiança sempre são elementos em que devemos acreditar e passar para os demais. A fé nas melhorias, a fé nas palavras, enfim devemos crer na contínua melhoria e aprendizagem.
A esperança está em toda a caminhada dos alunos no curso. O que costumo dizer para algumas pessoas que criticam os cursos EaD é que aquele aluno capaz de concluir um curso à distância tem muitos méritos, pois aprender a aprender, ter suas obrigações e gerenciar seu tempo, capacidade de aprender e expressão por meio de textos escritos no meio virtual, enfim, são muitos os fatores ligados a ótima capacidade que um aluno na modalidade à distância possui. E tudo isso tem sua origem na esperança de lutar para conquistar.
O pensar crítico é outro elemento que sempre está como plano de fundo na EaD. Contudo, o pensar crítico deve ser bem administrado pelo tutor, no caso de uma discussão em fórum. Já participei de um fórum no qual dois alunos foram grosseiros um com o outro por causa de opiniões contrárias. Tive que apaziguar a situação, mas foi bem complicado. Nós tutores devemos ter muito cuidado com as discussões que se desenvolvem nos fóruns.
Mas apesar da presença de todos estes elementos, o que realmente está em ênfase na EaD é o diálogo. O diálogo está por trás de tudo no ensino à distância e o tutor tem um papel importantíssimo neste contexto: gerenciador. Gerenciador no sentido de conseguir acompanhar, direcionar, apaziguar (quando necessário) e mediar as opiniões que são apresentadas no ambiente.

Sobre a dialogicidade e os cinco elementos


Caros colegas, boa noite!

Eu gostaria de falar sobre dialogicidade e os cinco elementos fundamentais para Paulo Freire. Para isso, gostaria de dividir com vocês uma situação bastante interessante que ocorreu ontem, em uma de minhas turmas, no encontro presencial.
Sou a tutora de uma turma de Pedagogia na disciplina de Educação Infantil. No primeiro encontro presencial, como sempre faço, eu apresentei a agenda do curso em detalhes, explicando cada uma das atividades e as formas de avaliação. Seguimos com a disciplina e não havia percebido que houve uma falha na comunicação muito grande em função de um diálogo pouco eficiente.
Em nosso encontro eu havia falado sobre a formação de grupos para a construção de um trabalho de portfólio e que esse grupo deveria ser o mesmo para o seminário da avaliação, que teria o tema deveria ser um dos tópicos de aula e que os grupos escolheriam. Por conta de uma falha na comunicação os grupos entenderam que o seminário seria com o mesmo tema do portfólio. E aí tivemos um impasse muito grande exatamente no dia do encontro.
Comecei a conversar com o grupo para saber qual foi o seu aprendizado na disciplina. Perguntei também qual seria o tema ideal para um seminário que pudesse ser preparado ainda naquela manhã. Após alguma conversa, o grupo escolheu trabalhar com a Resolução do CNE no. 05, de 2009, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Cada grupo escolheu um dos incisos do Artigo 9º e prepararam o material em grupo, no turno da manhã. No turno da tarde cada equipe apresentou seu trabalho, e como o grupo é pequeno, foi possível um debate muito bom em todos os grupos.
Partimos de um problema e chegamos a solução através de um diálogo cercado de respeito e afeto de ambas as partes. Eu já trabalhei com essa turma em outra disciplina e o resultado foi muito bom, com um envolvimento de ambas as partes.
Partindo do que Paulo Freire diz sobre o diálogo, é possível perceber como algo que iniciou-se como um problema aparentemente sem solução, se transformou em uma tarde de intenso aprendizado. Para ele, em seu livro Educação como prática da liberdade, o diálogo nutre-se do amor, da humildade, da esperança, da fé e da confiança. Por isso o diálogo comunica. E quando os dois pólos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé um no outro, se fazem críticos na busca de algo. Instala-se, então, uma relação de simpatia entre ambos. Só aí há comunicação (FREIRE, 1996, p. 115). Além disso, ele diz que dialogoa é não invadir, mas empenhar-se na efetiva transformação da realidade. O nosso trabalho ontem só foi possível pois esses elementos estavam presentes. Em primeiro lugar, o amor que tenho pelo meu trabalho possibilitou que eu os ouvisse para tentar fazer o melhor possível. Para isso é preciso humildade para reconhecer falhas e compreender que há sempre novas formas de trabalhar para a educação. Eu conheço o grupo, sei que em sua maioria são alunos dedicados e esforçados, que mereciam uma possibilidade de diálogo efetivo, e esse diálogo foi crítico e construtivo, também fundamentais para a nossa conquista.
Peço licença a vocês para postar aqui as colocações dos alunos logo após o encontro. Retirei o nome dos alunos.
Conseguimos superar uma dificuldade com muito respeito e a certeza de que sempre podemos fazer mais e melhor!
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, queridos e maravilhosos colegas!!!
Parabenizo todos pelo desempenho obtido nas apresentações do seminário com a temática " Resolução n° 5; de Dezembro de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil que preconizam no Art. 9° As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências relacionados aos incisos I, III, V, IX, X, XI.
Particularmente foi bem melhor que a prova, pois cada um de nós expressou seu aprendizado de forma clara, objetiva e dinâmica. Valeu!!!
Oi, Isabel e colegas bom dia! 
Realmente colega através do trabalho que apresentamos sobre a resoluçãon° 5; enfatizando o Art. 9o as práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil, em fim um excelente trabalho, pois, mostramos o que aprendemos no decorrer desse semestre com essa importante disciplina.
Parabéns colegas!
Olá, xxxx!
Concordo com você realmente os trabalhos foram bons talvez se tivesse sido programado não teria dado o exito que deu. Não digo que sejamos testados sempre, mais de vez enqando é bom pra gente ter certeza que estamos mesmo pondo em pratica aquilo que recebemos nas formações. Acredito que valeu apena bem melhor do que uma prova que não prova nada. Ali cada um fez o que sabia e poderia ter sido melhor somos capazes, provamos que não somos incompetentes mesmo sem comunicação demos conta do recado.
Olá, pessoal!
Desculpem minha ausência, estava com algumas falhas técnicas.
Gente fiquei encantada que a proposta do Decreto N° 7.611, de 17 de novembro de 2011, Artigo 1°, que estabelece para o portador de necessidades especiais as seguintes diretrizes:
I - garantia de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades;
II - aprendizado ao longo de toda a vida;
III - não exclusão do sistema educacional geral sob alegação de deficiência;
IV - garantia de ensino fundamental gratuito e compulsório, asseguradas adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais;
V - oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
VI - adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena;
VII - oferta de educação especial preferencialmente na rede regular de ensino; e
VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial.
Se realmente tudo que foi posto aqui acontecer, nosso país estará de parabéns. Sabemos que educação inclusiva é uma coisa ainda nova e estamos nos adaptando com a idéia do aluno com necessidade especial frequentando os espaços da escola regular. Como é dito na aula os espaços estão sendo preparados, ainda não estamos prontos, mas nada impede de nos aprontarmos, cabe os donos do poder tirar a proposta do papel e executá-la com responsabilidade. Como realmente deve ser feito

Olá, xxxx!!!

Além desse Decreto, que  não se confirma em retrocesso à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva do MEC brasileiro, destaque-se que a dimensão inclusiva da educação especial foi amplamente discutida durante a Conferência Nacional de Educação – CONAE/2010.

O Documento Final dessa Conferência deliberou que a educação especial tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas turmas comuns do ensino regular.

O mesmo documento orienta os sistemas de ensino para garantir o acesso ao ensino comum, a participação, a aprendizagem e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino; a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; a oferta do atendimento educacional especializado; a formação de professores para o atendimento educacional especializado e aos demais profissionais da educação, para a inclusão; a participação da família e da comunidade; a acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informações; e a articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.

Após o Documento Final da Conferência Nacional de Educação foram realizadas muitas discussões em nível nacional. Agora, depois de aprovado em 17 de outubro desse anopelaComissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a proposta do novo Plano Nacional de Educação 2011-2020 (veja que estamos em 2012), atrasadamente encontra-se em votação no Senado Federal.

Que com esse plano as nossas crianças sejam beneficiadas!

Inclusão: Um direito humano!!!


Sobre o fórum de Ações didáticas


Caros colegas, boa noite!
Gostaria de postar aqui minhas considerações sobre o fórum de Ações didáticas.
Para lembrar, o fórum tinha como tema a questão do aluno que faz frequentemente perguntas sobre o conteúdo ou procedimentos que poderiam ser vistos nos materiais do curso, que desconhece os conceitos básicos, não responde as questões centrais dos fóruns e perde o prazo dos trabalhos.
É preciso perceber que o aluno de Ead tem um perfil próprio mas que em última instância não pode ser muito diferente do aluno presencial.
Em minha experiência como tutora, eu posso imaginar duas situações fundamentais:
- A primeira é aquela em que o aluno está sobrecarregado com atividades demais, não lê o material com atenção e mesmo tendo lido, não quer retornar a ele quando precisa verificar o tema ou prazo de algum trabalho, e aguarda que o tutor avise sobre as datas e prazos para poder fazer o trabalho sem aprofundamento, só para cumprir o prazo. Ainda existe a possibilidade dele perder o prazo e pedir nova data para o tutor e ainda assim não entregar, pedindo um novo prazo. Existem coordenadores que pedem aos tutores que seja retirado um ponto por dia de atraso na entrega dos trabalhos para evitar essa situação, em algum grau isso pode ajudar mas pode também prejudicar o aluno que realmente precisou de uma data mais estendida e acaba perdendo pontos por isso.
- A segunda situação é daquele aluno que resolveu fazer um curso de Ead acreditando que esse seria mais “tranquilo” em relação ao presencial, e quando se depara com a cobrança na disciplina, se perde. Na minha experiência (e eu posso estar bem enganada) a maioria desses alunos teve uma formação inadequada e tem mais dificuldades de aprendizagem, além de alguns realmente não demonstrarem interesse real em uma formação de qualidade, querendo apenas o “diploma”.
Em ambos os casos o tutor tem um papel fundamental para a mudança desses paradigmas. Em primeiro lugar, ele deve fazer com que o aluno perceba que o mundo atual exige profissionais realmente qualificados, com competências e habilidades para lidar com situações novas e conseguir contribuir com o crescimento geral das empresas, e não apenas técnicos com um diploma na mão. É preciso que o aluno compreenda que precisa mais do que de um pedaço de papel que diga o que ele realmente sabe, mas que esse saber seja aplicado nas necessidades do mercado. Pode parecer um discurso mecanicista, mas é uma realidade da qual não se pode fugir.
Em uma instância mais profunda, eu penso que uma pessoa que adquire um diploma sem ter realmente aprendido o necessário para se tornar um profissional criativo e crítico, acabaria por se sentir inferiorizado em uma situação de trabalho em que dele fossem cobrados os conhecimentos que este deveria ter adquirido.
Um outro ponto importante a destacar é que esses alunos estão ocupando vagas públicas que poderiam ser ocupadas por quem realmente valoriza o seu curso.
Além de tentar esclarecer o aluno sobre esses pontos, é importante acompanhar de perto sua produção, estimulando a participação com qualidade, a entrega dos trabalhos nos prazos e instigando novas reflexões. Sempre é possível ajudar o aluno a mudar sua postura diante do curso, apoiando-o mas sem ser permissivo, cobrando sem ser intransigente.

sábado, 17 de novembro de 2012




Breves palavras sobre a dialogicidade em EAD
Apesar de não ser fâ de Paulo Freire, reconheço que suas ideias, a exemplo da importancia da noção de dialogicidade em todo e qualquer processo de ensino-aprendicizagem como condição sine qua non. E a questão da dialogicidade na EaD é importantíssima, pois quebra o paradigma de que Amor, Humildade, Fé, Esperança e Pensar Critico só são possíveis no trabalho face-a-face.
Se nos é possível tais elementos no processo presencial, não poderia ser diferente no processo à distância, pois tais elementos são próprios do ser humano. E, no trabalho à distancia quem faz são pessoas. O que nos cabe perguntar é como esses elementos podem ser identificados nesse tipo de trabalho. E o texto sobre a dialogicidade de Paulo Freire vem pontuar condições identificadoras de tais elementos. Conforme transcrito abaixo, do texto de Priscila Barros David, José Aires de Castro Filho:
Afetividade (amor1): a mensagem contém elementos lingüísticos e/ou paralingüísticos (expressões não-lingüísticas que traduzem os sentimentos dos interlocutores. Ex.: emoticons) que representam um discurso baseado no respeito mútuo entre os interlocutores.
· Simetria discursiva (humildade): a mensagem reflete uma igualdade de papéis entre os participantes (alunos e tutor), ou seja, o discurso não possui conotação de superioridade ou de inferioridade.
· Valorização da autonomia (fé nos homens): as mensagens do tutor representam um incentivo à livre expressão dos alunos, estimulando suas contribuições com o ato educativo, propondo questões desafiadoras, solicitando explicações etc.
· Exercício da autonomia (esperança): a mensagem do aluno revela o interesse pelo aprofundamento dos conhecimentos, contendo elementos que atestam a sua postura proativa na busca de subsídios para enriquecer o debate.
· Reflexividade crítica (pensar crítico): o interlocutor demonstra fazer uma reflexão quanto ao seu próprio processo de aprendizagem e/ou sobre as produções dos demais participantes. A mensagem possui elementos argumentativos, contra argumentativos, questões, e a inclusão de elementos novos no debate.Essa questão e o texto da dialogicidade estão sendo de muita importância para quebrar certos paradigmas. 

Favianni da Silva
Sobre silêncio Virtual


    Olá caríssimo (as), a pedidos de alguns colegas de curso, creio que dentre as questões do “excesso de participação” e a “ausêncial do aluno” no AVA, quero trazer algumas reflezões a respeito dos desafios encontrados por nós turores, em particular, o “silêncio” do (a) aluno (as) nas diferentes atividades propostas. A atitude adotada pelo professor tem que ser a de motivador e incentivador à participação de todos, com a receptividade às expressões de diferentes opiniões, contudo, também a postura sábia de perceber o silêncio que poderá antecipar a intervenção de alguns, que podem achar necessário uma reflexão mais aprofundada sobre o assunto. Como nas salas de aula presenciais as turmas serão formadas por grupos heterogêneos, com alunos que apresentarão características pessoas singulares, com personalidades que deverão ser consideradas no desenvolvimento das atividades. A corrente teórica de aprendizagem sócio-construtivista propõe o trabalho docente exatamente a partir e considerando essas diferenças. Assim sendo, poderemos encontrar também no círculo das atividades virtuais alunos que sejam tímidos. Essa característica da personalidade do aluno poderá fazer com que ele tenha mais dificuldade em expressar as suas idéias em um fórum de discussão. obre as diferentes causas do silêncio virtual agrego ainda a contribuição de Mourão: “Alunos extremamente calados podem estar buscando agredir o professor com seu silêncio. Ou apenas se preservarem de uma relação interpessoal conflituosa. Calado, evito aborrecimentos, pode pensar o aprendiz.” E ainda: “Se no mundo presencial há pessoas que não são muito mesmo de falar, porque no campo virtual elas são obrigadas a engolir as pílulas que a boneca Emília engoliu e tornarem-se uma “torneirinha de asneiras”, como descreveu Monteiro Lobato? ”... “há seres mais ouvintes do que falantes. Há, inclusive, profissionais pagos para apenas ouvirem.” Ainda navegando nos mares na pesquisa sobre o tema, encontrei no site da UFPB Virtual (instituição pela qual fui tutor a distancia), uma informação nova a ser agregada ao nosso conhecimento: “Na literatura inglesa, é caracterizado como "lurker" o sujeito que esta ausente da discussão em ambientes colaborativos online, mas pode estar interagindo “silenciosamente” apenas com o material do curso e leitura de mensagens.” Para encerrar, trago à contribuição de Gonçalves, a partir da seguinte citação: “o tema do silêncio, uma vez que, no processo da fala e da escuta, a disciplina do silêncio é importante na comunicação dialógica. Saber ouvir e acolher o outro constitui aspecto muito difícil e implica sabedoria. Sei que Há muito ainda a pesquisar quanto ao silêncio, cujos estudos e reflexões, certamente, poderão enriquecer a comunicação pedagógica educativa no ciberespaço.”


Favianni da Silva

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Elementos de dialogicidade: preparar-se para o caminho. 


Olá, pessoal maravilhoso!!!
 
Bem, falar de Paulo Freire não muito fácil, afinal, não li ainda nenhum escritor tão humilde e perseverante com a sociedade brasileira e a educação. Além disso, não tenho uma caminhada longa na pedagogia quanto nossas outras colegas aqui nesse curso...
Paulo Freire nos mostra que faz-se necessário preparar-se para atuação na educação, pois é assim que me sinto ao ler algum livro ou artido dele. Preciso me preparar porque, segundo Paulo, há elementos essenciais para constituir um diálogo no processo educacional. Elementos que concordo serem válidos e realmente essenciais para uma boa relação de comunicação, de ensino-aprendizagem.
Esses elementos: amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico, são na verdade uma forma de se pré-dispor a ouvir. Com esses elementos, o diálogo fui e produz frutos realmente bons para nós, pessoas que esperam o bem da sociedade.
Trazendo para EaD, percebo nossa relação tutor-aluno necessitando desses elementos em todos os momentos do processo de ensino, principalmente. Aqui, segundo Paulo, podemos ter amor, fé, humildade e esperança se sermos alheios, sem necessariamente sermos acríticos ou "bonzinhos", afinal, ele também fala no "pensar crítico" e isso é demasiado importante.
Trabalhar com formação de pessoas é exatamente isso: fé nos homens, humildade, esperança e amor. Não há receitas. Há grades curriculares, há ementas, há datas, prazos, certo, errado, mas não há a receita para SER. Cada um faz a sua participação ao vivo, sem ensaios, sabemos apenas por onde devemos percorrer, mas somos nós individualmente, que fazemos todo o caminho, e é aqui onde volto a falar da preparação: preparar-se para trilhar esse caminho dispostos a acolher o outro com hunildade, fé, amor e esperança, não deixando de lado nosso pensar crítico (da academia, por exemplo) para fazer nossas avaliações e percepções.
Ufa! Espero não ter ido muito longe!
Até mais, pessoal!

 

QUALIDADES NECESSÁRIAS PARA A PRÁXIS DIALÓGICA

Amor ao mundo e aos homens -  ato de criação e recriação;
Humildade - qualidade compatível com o diálogo;
- crença que fundamenta a criação e a recriação através da ação e reflexão;
Esperança - espera por algo por que se luta;
Confiança - acreditar na liberdade enquanto se luta;
Criticidade - perceber a realidade como conflituosa e inserida num contexto histórico e dinâmico.

(FREIRE, 1983, p.94-97)

Dialogicidade


Ao tratar dos elementos de dialogicidade de Paulo Freire percebo que estes ultrapassam os limites do que é pregado nas crenças religiosas que abordam o amor, a humildade e a fé como algo que vem de fora para dentro. Percebo tais elementos como algo que vai de dentro do ser para o outro ser de forma tão subjetiva que estimula no outro a vontade de ser mais, de querer mais, de dar mais, de compartilhar mais, de acreditar mais e de esperar mais.
Assim, o amor requer de quem ensina maior doação de tempo, de oportunidades para o desenvolvimento do educando, de buscar aprender mais para ajudar o educando. O amor tem a ver com a sintonia que temos com nossa área de atuação profissional. Assim, quanto mais amamos o que fazemos, mais doamos o que temos e o que poderemos ter (conhecimento).
A humildade tem a ver com o reconhecimento de nossos limites para aceitar e/ou mudar/consertar o que pode ser mudado/consertado. Como docentes somos referencia para nossos alunos e como seres humanos erramos. Esse peso e contrapeso, caracterizado com um dos elementos de dialogicidade, é um grande fator para nosso aprendizado e dos nossos alunos.
A fé nos homens também está pautada no diálogo educador e educando na medida em que se estabelecem relações de confiança, parceria, entendimento, compreensão.
A esperança, assim como os elementos já citados, é algo que se aprende com o tempo, com as pessoas, com os livros. Ela está relacionada com nossos planos e objetivos traçados ao longo da vida, do curso ou de uma disciplina. Não vivemos de forma saudável sem sonhos e objetivos.
Tão importante quanto os elementos já citados é “um pensar crítico”. É ter pé no chão ao olhar, falar, analisar, sentir e agir. Constantemente somos desafiados a tomar decisões as quais requerem de nós mais conhecimento e maior/melhor visão de mundo. Esta se amplia ao tempo que estudamos, trabalhamos e interagimos com os outros.
Nosso trabalho na EAD é permeado de ações que envolvem o diálogo com os alunos de forma direta e indireta (mensagens, fóruns, Chat, portifolio) propiciando o desenvolvimento dos elementos abordados porPaulo Freire. Creio que nosso problema maior, quanto a essa interação, esteja no fato de nossos alunos não serem muito assíduos, o que quebra um pouco a proposta da dialogicidade. Falo isso porque vejo com frequência alunos fazendo o mínimo de tudo que precisam fazer na disciplina, tipo: postando um comentário no fórum por obrigação, não buscando na ideia do colega algo que favoreça ou fortaleça seu entendimento sobre o assunto.
Percebo também que as dificuldades que enfrentamos na EAD não tem a ver com “um problema da virtualidade”, mas sim de compromisso de alunos e tutores, cultura de estudar sozinho,  de planejar, de ver possibilidades futuras a partir do curso ou disciplina.
O processo de ensino e aprendizagem é longo e a dialogicidade se apresenta como o melhor caminho para trilharmos na busca do que queremos encontrar.

Minhas Experiências em Tutoria

Olá Turma! Compartilhando com o grupo minhas primeiras experiências com EAD, inicio falando do 1º curso para formação de professores em EAD que fiz na modalidade semip esencial no IFETCE no ano 2000. Após este curso fiz vários outros relacionados ao uso das tecnologias na educação e apenas 3 em formação de tutores: 2 na UFC e 01 na UECE. Meu trabalho com tutoria na UFC começou em 2009 e atuo até hoje nas licenciaturas e bacharelado em Administração com foco em Gestão Pública.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


  
A importância do diálogo

"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa. Como aprender a discutir e a debater com uma educação que impõe?" (Paulo Freire) 

Na concepção de Paulo Freire, o diálogo está fundamentado numa relação horizontal de comunicação e interação social, através do qual os indivíduos compartilham suas experiências sob condições de acesso livre e participação. O diálogo nutre-se de amor, humildade, esperança, fé, confiança e pensar verdadeiro (práxis) para estabelecer relação de respeito mútuo entre os comunicadores. Ele retoma essas características do diálogo com novas formulações ao longo de muitos trabalhos, contextualizando-as. A receptividade da comunicação pode ser mais eficaz se os sujeitos participantes estiverem nutridos destes elementos constitutivos. Daí surge o conceito de diálogo enquanto ação para a prática da liberdade.
 
Como vimos, o diálogo é o melhor meio para se alcançar um resultado promissor, fazer crescer e amadurecer as relações. Pode-se dizer que a EAD aproxima-se da educação dialógica, uma vez que a participação dos alunos se configura como estratégias de compromisso e cooperação, alicerçada sobre os pressupostos de equidade de acesso, democratização do saber, planejamento e gestão compartilhada de todas as ações. Nesse sentido, aprender não é estar em atitude contemplativa, mas estar envolvido em todas as ações educativas através do diálogo, reflexão crítica, questionamentos, participação, sugestões e opiniões, de modo a contribuir com o fazer pedagógico, favorecendo mutuamente o aprendizado coletivo. 

Na opinião de Freire, não existe diálogo se não houver um profundo amor ao mundo e aos homens (2003, p. 80). Desse modo, falar em diálogo significa reconhecer os seus elementos constitutivos: ação, reflexão, fé, amor,  humildade e esperança entre os homens. Na EAD esses pressupostos são de fundamental importância, dentre as competências do tutor, ou seja, possuir um domínio teórico acerca da aprendizagem, educação e tecnologia, bem como desenvolver atitudes e procedimentos, que evidenciem sentimentos e condições permitindo que se doe mais pela paciência, cooperação, compreensão, responsabilidade, compromisso, esperança na capacidade do ser humano, como também, ética e respeito pelo outro. Essa deve ser a tônica dos que querem fazer Educação à Distância.