Caros colegas, boa noite!
Gostaria de postar aqui minhas
considerações sobre o fórum de Ações didáticas.
Para lembrar, o fórum tinha como
tema a questão do aluno que faz frequentemente perguntas sobre o conteúdo ou
procedimentos que poderiam ser vistos nos materiais do curso, que desconhece os
conceitos básicos, não responde as questões centrais dos fóruns e perde o prazo
dos trabalhos.
É preciso perceber que o aluno de Ead tem um perfil próprio mas que em última instância não pode ser muito diferente do aluno presencial.
Em minha experiência como tutora,
eu posso imaginar duas situações fundamentais:
- A primeira é aquela em que o
aluno está sobrecarregado com atividades demais, não lê o material com atenção
e mesmo tendo lido, não quer retornar a ele quando precisa verificar o tema ou
prazo de algum trabalho, e aguarda que o tutor avise sobre as datas e prazos
para poder fazer o trabalho sem aprofundamento, só para cumprir o prazo. Ainda
existe a possibilidade dele perder o prazo e pedir nova data para o tutor e
ainda assim não entregar, pedindo um novo prazo. Existem coordenadores que
pedem aos tutores que seja retirado um ponto por dia de atraso na entrega dos
trabalhos para evitar essa situação, em algum grau isso pode ajudar mas pode
também prejudicar o aluno que realmente precisou de uma data mais estendida e
acaba perdendo pontos por isso.
- A segunda situação é daquele
aluno que resolveu fazer um curso de Ead acreditando que esse seria mais “tranquilo”
em relação ao presencial, e quando se depara com a cobrança na disciplina, se
perde. Na minha experiência (e eu posso estar bem enganada) a maioria desses
alunos teve uma formação inadequada e tem mais dificuldades de aprendizagem,
além de alguns realmente não demonstrarem interesse real em uma formação de
qualidade, querendo apenas o “diploma”.
Em ambos os casos o tutor tem um
papel fundamental para a mudança desses paradigmas. Em primeiro lugar, ele deve
fazer com que o aluno perceba que o mundo atual exige profissionais realmente
qualificados, com competências e habilidades para lidar com situações novas e
conseguir contribuir com o crescimento geral das empresas, e não apenas
técnicos com um diploma na mão. É preciso que o aluno compreenda que precisa
mais do que de um pedaço de papel que diga o que ele realmente sabe, mas que
esse saber seja aplicado nas necessidades do mercado. Pode parecer um discurso
mecanicista, mas é uma realidade da qual não se pode fugir.
Em uma instância mais profunda, eu
penso que uma pessoa que adquire um diploma sem ter realmente aprendido o
necessário para se tornar um profissional criativo e crítico, acabaria por se
sentir inferiorizado em uma situação de trabalho em que dele fossem cobrados os
conhecimentos que este deveria ter adquirido.
Um outro ponto importante a
destacar é que esses alunos estão ocupando vagas públicas que poderiam ser
ocupadas por quem realmente valoriza o seu curso.
Além de tentar esclarecer o aluno
sobre esses pontos, é importante acompanhar de perto sua produção, estimulando
a participação com qualidade, a entrega dos trabalhos nos prazos e instigando
novas reflexões. Sempre é possível ajudar o aluno a mudar sua postura diante
do curso, apoiando-o mas sem ser permissivo, cobrando sem ser intransigente.
Você tocou em um ponto interessante e que, em muitas situações, é esquecido: o acompanhamento junto ao aluno. Às vezes o tutor está tão preocupado em apresentar-se da forma correta e em mostrar o caminho correto que acaba esquecendo de acompanhar o mesmo nesta caminhada. Acredito que o tutor tem sim que apresentar-se como alguém em que o aluno possa contar e que seguirá como um companheiro na caminhas. Claro que, estabelecendo limites.
ResponderExcluirOi Aletheia!
ResponderExcluirBem significativa a sua contribuição sobre fórum de ações didáticas. O vídeo é instigante a novas reflexões. Parabéns
Acredito que o vídeo trate de uma forma clara sobre questões iniciais sibre a EaD, mas muito ainda precisa ser exclarecido.
ResponderExcluir=-D